Sinopse: Paul Auster, incansável criador de ficções e de personagens inesquecíveis, vira agora o olhar para si próprio e para o sentido da sua vida. As descobertas da infância e as experiências da adolescência, o compromisso com a escrita - que marcou a sua entrada para a idade adulta -, as viagens, o casamento, a paternidade, a morte dos pais... Uma vida que transborda das páginas deste Diário de Inverno, um definitivo autoretrato construído com a paixão e uma transbordante criatividade literária.
Trata-se um grupo de pessoas que se juntam periodicamente, para conversar sobre livros cuja leitura foi proposta por um dinamizador e escolhida pelo leitor. Quando nos encontramos temos momentos de debate e reflexão informais sobre as leituras realizadas, assim como, temas ligados à vida, às inquietações e à história de toda a gente e de cada um. Complementamos estes encontros com atividades culturais paralelas.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
D. Pedro o rei imperador: o império És Tu / Javier Moro
Sinopse: Rei de Portugal, durante sete dias, convertido em imperador do Brasil aos vinte e três anos, D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, deixou a sua marca na história de dois continentes. Apesar de uma esmerada educação e de grande inteligência, a sua personalidade era excessiva e contraditória, as mulheres foram a sua salvação e a sua perdição. Teve vários filhos ilegítimos: do casamento com a primeira mulher, a virtuosa Leopoldina de Áustria que o levou ao apogeu teve sete e com a amante, a ardente Domitilia de Castro, que o arrastou para a decadência. Quando o imenso Brasil se tornou pequeno e o poder deixou de lhe interessar, pôs a sua vida em risco por aquilo que acreditava ser justo. E alcançou a glória. Com a beleza exuberante dos trópicos como pano de fundo, Javier Moro em D. Pedro o rei imperador narra, com paixão pelo pormenor, a prodigiosa epopeia do nascimento do maior país da América do Sul, com a visão histórica que nos oferece um imperador humano que defende os seus ideais e não o déspota que em geral os livros de História o costumavam conotar.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
A última receita/ Torgny Lindgren
Sinopse: Em 1948, o correspondente de um jornal em Avabäck, província pobre e desertificada devido a um surto de tuberculose que alastra no norte da Suécia, é despedido pelo editor do jornal onde escreve por, segundo a acusação, inventar notícias. A notícia em questão é a extravagante história de dois amigos: um professor de escola primária e um vendedor ambulante de tecidos (que se suspeita ser um ex-nazi, criminoso de guerra) unidos pela paixão culinária. Durante todo o Verão os dois homens percorrem os arredores de Avabäck degustando cada uma das variantes culinárias do Pölsan, suposto prato tradicional daquela zona, até chegarem de forma inesperada à «Última receita».
A viagem do elefante / José Saramago
Sinopse: Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca nas mãos dos leitores esta obra excecional que é A Viagem do Elefante.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
A bagagem do viajante / José Saramago
Sinopse: Um dia tinha de chegar em que contaria estas coisas»
«Um conjunto de crónicas de José Saramago, publicadas pela primeira vez no vespertino “A Capital” (1969) e no mítico “Jornal do Fundão” (1971-1972). Uma escrita fluida para falar de “foguetes e lágrimas” ou de “o melhor amigo do homem”. E de “quando morri virado ao mar”. Para nos contar o seu gosto pelos museus e as pedras velhas. Para nos dizer que “não há nada mais vivo do que a aguarela de Albrecht Durer”. Para responder que: “Se alguém me perguntar o que é o tempo, declaro logo a minha ignorância: não sei. “São mais de 60 crónicas, pequenas histórias sobre temas variados e, na aparência, inocentes, já que a censura vigente não permitia grandes atrevimentos. Ainda que por entre as subtilezas de linguagem se possam encontrar alguma farpas. No domínio da crónica, José Saramago publicou igualmente “Deste Mundo e do Outro” (1971), e “As Opiniões que o DL Teve” (1974).» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
A cidade e as serras / Eça de Queiroz
Sinopse: Trata da história de Jacinto, um indivíduo de posição social elevada e extremamente rico que, apesar de rodeado por todo o conforto que o dinheiro pode comprar, vivia uma vida monótona e sem sentido. Decide então mudar-se para a sua propriedade rural de Tormes, na serra portuguesa, encontrando aí o equilíbrio e a felicidade. A oposição da cidade ao campo, a discussão entre a modernidade e o tradicional são temas aprofundados neste romance.
A estátua e a pedra / José Saramago
Sinopse: Um texto em que, de forma clara e fluida, José Saramago traça um percurso simples, sem artifícios e bem-humorado, pelos seus diferentes livros para acabar concluindo que até a O Evangelho segundo Jesus Cristo havia estado descrevendo a estátua e que a partir desse livro, que é fronteira, a sua tentativa foi a de descrever a pedra de que é feita a estátua, fase que se inicia com Ensaio sobre a Cegueira. Tudo isto fica explicado de uma forma clara e o leitor adquire uma nova dimensão sobre os livros de José Saramago que já conhece e um desejo de se aproximar dos que ainda estão por conhecer, revisitados pelo Autor neste texto.
A filha do regedor / Andrea Vitali
Sinopse: A filha do regedor acontece em 1931. Enquanto a Itália dá os primeiros passos no fascismo, uma pequena cidade situada nas margens do lago de Como está em polvorosa. Agostino Meccia, o regedor de Bellano, está determinado a implementar na localidade um projeto ambicioso: uma linha de hidroaviões que ligará Como, Lugano e Bellano. O empreendimento dará prestígio à sua administração, atrairá uma multidão de turistas e fará a inveja dos municípios vizinhos. Uma ideia brilhante... não fosse um problema de tesouraria. Porém, contra todas as contestações, Agostino Meccia não se coíbe de exercer o seu poder totalitário, recorrendo aos fundos reservados do município para levar os seus planos avante. Tudo parece estar a correr-lhe de feição, até que as complicações começam a surgir...
A hora má: o veneno da madrugada / Gabriel García Márquez
Sinopse: A hora má: o veneno da madrugada, passa-se num povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado de infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima.
A invenção das asas / Sue Monk Kidd
Sinopse: Tudo tem início quando Sarah faz onze anos e lhe dão Hetty, um ano mais nova, para ser sua aia. Nas décadas seguintes, cada uma à sua maneira, as jovens lutam por liberdade e independência. Moldando o destino uma da outra, vivem uma intensa relação de amizade marcada pela culpa, rebeldia, separação, os caminhos ínvios do amor e também pelo nascimento do movimento abolicionista que mudará as suas vidas para sempre. Será que a religião, a sociedade e a família podem enfrentar os sonhos de duas jovens?
A jangada de pedra / José Saramago
Sinopse: «Em A Jangada de Pedra (...) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os atores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.» (Real Academia Sueca, 8 de Outubro de 1998) O romance desenvolve-se dentro de um enredo complexo, onde afloram diferentes formas de viver e de amar, se problematizam os conceitos da sexualidade e se questiona a psicologia dos sentimentos.
A maior flor do mundo / José Saramago
Sinopse: E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?
A rocha branca/ Fernando Campos
Sinopse: No livro A rocha branca de Fernando Campos, fala-nos que na ilha de Lesbos, plantada no Mar Egeu, existiu uma poetisa que via no amor fonte inesgotável de inspiração para os poemas líricos que compunha. Esta é a história da poetisa mais famosa da antiguidade clássica: Safo de Lesbos. Encontramos Safo já viúva e com uma filha. Instigada pela fama de um certo jovem de beleza irresistível e sequiosa de viver novamente o amor, Safo enamora-se de Fáon, um velho barqueiro de Mitilene que as artes mágicas da deusa Afrodita transformaram no mais belo rapaz que alguma vez existiu. Dizem que o seu olhar é de luz mas a sua alma de gelo. O drama reside em que a alma ardente e jovem de Safo, presa no invólucro da velhice, ama o corpo jovem de Fáon, que encerra um espírito velho e desapaixonado. Mas Safo parece ignorar essa diferença e entrega-se sem reservas à paixão pelo homem de olhar fenício. que aconteceu naquele dia na rocha branca de Lêucade fez daquele lugar destino de peregrinação de muitas mulheres desesperadamente apaixonadas.
Adão do éden/ Carlos Fuentes
Sinopse: Adão no éden acontece quando Góngora propõe a Gorozpe uma aliança para que este ocupe a Presidência da República e seja seu testa de ferro, a rivalidade entre os dois transforma-se numa batalha cega pelo poder. Como agir contra Adão Góngora, um adversário tão perigoso? Como deter o remoinho que arrasta o México para o esgoto? Num país em que o Estado, as instituições e a polícia não funcionam, há somente duas forças que se impõem de maneira implacável: a violência e a fraude.
O retábulo de Genebra/ Sérgio Luís de Carvalho
Sinopse: O retábulo de Genebra, passa-se nesta cidade em 1535. A luta entre católicos e protestantes está no auge. Num tórrido dia de Agosto, um grupo de protestantes invade a catedral de S. Pedro, interrompe a missa católica e destrói várias imagens e ícones. O painel central do retábulo do altar, pintado noventa anos antes por Konrad Witz, é destruído. Porém, misteriosamente, os painéis laterais escapam ilesos. Num desses painéis exibe-se um dos quadros mais revolucionários de sempre: "A pesca milagrosa". Porque motivo foi poupado esse estranho quadro? O que o torna tão inovador? Sobre um fundo de guerra e de conflitos, um homem luta contra o tempo e a doença para produzir a sua derradeira obra, auxiliado apenas por um bizarro ajudante. Uma história baseada em factos reais que atravessa a Suíça, a Alemanha, a França, a Flandres e Portugal nos séculos XV e XVI.
As pequenas memórias/ José Saramago
Sinopse: As Pequenas Memórias é um livro de recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de José Saramago: «Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou».
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
As cinzas de Angela / Frank McCourt
Sinopse: As cinzas de Angela trata das noites trágicas, geladas, visitadas pelo espectro da fome e arquejantes, sacudidas pela violência da tuberculose, onde Frank conhece, na intimidade, a impiedade da miséria. Cresce nos bairros pobres, apinhados, de Limerick, na Irlanda dos anos 40, exangue pela guerra civil, carente de sustento material e intelectual; cresce à mercê da crueldade, da insensatez, do adormecimento negligente que transforma cada dia de um quotidiano dramático numa cruzada contra a morte. Frank McCourt revisita a criança que foi com uma vitalidade contagiante, e a sua voz lírica, plena de uma energia rara, de musicalidade, de humor, profere as suas memórias numa prosa impetuosa, pictórica, sagaz, com a graça narrativa dos grandes romances. Uma obra que comove e deslumbra pela sua beleza, pela sensibilidade que supera o sofrimento e o rancor e torna-se matéria-prima de uma narrativa sobre o amor e o crescimento.
As ilhas desconhecidas/ Raul Brandão
Sinopse: Gentes rudes e honradas, a caça à baleia, paisagens vulcânicas, florestas tropicais intocadas, tão bravias e mágicas como a Amazónia; ciclones que esmagam os barcos de cabotagem; ecos míticos da Atlântida, com navios naufragados e monstros marinhos. As Ilhas Desconhecidas, é um magnífico livro de viagens, escrito por um dos génios portugueses, mas é muito mais que isso: faz da geografia das ilhas portuguesas uma geografia metafísica, tremenda e maravilhosa. Um reino deste mundo e de outros mundos.
As intermitências da morte/ José Saramago
Sinopse: «No dia seguinte ninguém morreu.» Assim começam As intermitências da morte de José Saramago. Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.
As memórias póstumas de Brás Cubas/ Machado de Assis
Sinopse: Em As memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis fala de Brás Cubas um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve dedicar-se à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspetiva, emite opiniões sem se preocupar com o julgamento que os vivos podem fazer dele. Da sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola, Quincas Borba, e o comportamento de menino endiabrado, que o fazia maltratar o escravo Prudêncio e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, D. Eusébia. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Marcela. Depois de retornar de uma temporada de estudos na Europa, vive uma existência de moço rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de D. Eusébia, Eugênia e despreza-a por ser manca. Envolve-se com Virgília, uma namorada da juventude, agora casada com o político Lobo Neves. O adultério dura muitos anos e desfaz-se de maneira fria. Brás ainda se aproxima de Nhã Loló, parenta do seu cunhado Cotrim, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento. Desse ponto até o fim da vida, Brás dedica-se à carreira política, que exerce sem talento, e a ações beneficentes, que pratica sem nenhuma paixão.
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