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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O retrato de Dorian Gray / Oscar Wilde

 
 
Sinopse: Dorian Gray é um jovem invulgarmente belo por quem Basil Hallward, um pintor londrino, fica fascinado. Determinado a eternizar a beleza de Dorian numa tela, Basil convence-o a posar para ele. Numa dessas sessões, o jovem conhece Lorde Henry Wotton, um aristocrata cínico e hedonista, que o desperta para a beleza e o seduz para a sua visão do mundo, onde as únicas coisas que valem a pena perseguir são a beleza e o prazer. Horrorizado com o destino inevitável que o fará envelhecer e perder a sua beleza, Dorian comenta com os amigos que está disposto a tudo, até mesmo a vender a alma, para permanecer eternamente jovem e manter a sua beleza. Fortalecido pelo hedonismo, Dorian trata cruelmente a sua noiva, Sybil Vane, que se suicida com o desgosto. Ao saber do sucedido, o jovem começa a notar certas mudanças subtis na sua expressão no quadro, e constata que é o Dorian do quadro que envelhece e que sofre com a passagem dos anos, ao mesmo tempo que o Dorian real permanece com a juventude e beleza intacta.

 


O homem da carbonária / Carlos Edemar


Sinopse: Lisboa, ano de 1926. Certa manhã, um ardina de O Século encontrou no Jardim da Estrela o corpo do chefe da segurança do Presidente do Conselho. Tal como o líder do Governo, também o seu guarda-costas era membro da sociedade secreta Carbonária Portuguesa. Afonso Pratas, o veterano chefe da Polícia de Investigação Criminal, tomou em mãos a resolução de um dos seus mais intrincados casos. O assunto era melindroso e as hipóteses demasiadas: Um banal assalto com consequências inesperadas? Uma questão passional envolvendo a bela mulher do chefe de gabinete? Ambições pessoais de camaradas de armas? Vinganças políticas perpetradas pelos integralistas? Uma complexa questão de Estado? O Homem da Carbonária é um fascinante retrato de uma Lisboa de outros tempos, com os seus elétricos ronceiros, praças e avenidas plenas de gente elegante, vendedores de castanhas ou floristas no Rossio, mas também da cidades dos tumultos e das greves operárias, da maldita cocaína e do Parque Mayer.

 

Lusitano fado/ Luís Corredoura



Sinopse: A verdade pode ser muito mais complexa do que a mentira. A justiça parece adormecida, perante um poder oculto, uma sociedade apática, um Portugal parco de virtudes públicas e com demasiados vícios privados. Mas há quem queira denunciar essa maré de corrupção, venalidades, falsos costumes e aparências que há muito se vê, sente e cheira. Tudo na vida tem um preço. Mas Alberto está disposto a tudo fazer para salvar a honra e divulgar a verdade, mesmo que isso implique o maior dos sacrifícios.

 


Morte em Veneza/ Thomas Mann

 
Sinopse: Gustav von Aschenbach é um idoso escritor alemão. Determinadamente cerebral e dirigido por um forte senso de dever, ele acredita que a verdadeira arte somente é produzida ao desprezarem-se as paixões corruptoras e as fraquezas físicas. Quando Aschenbach sente a necessidade de viajar, ele diz a si mesmo que poderia encontrar inspiração artística numa mudança de cenário. Viaja então até Veneza. No hotel, ele repara em Tadzio, um adolescente polonês de catorze anos extremamente bonito. O escritor rapidamente se apaixona pelo rapaz de forma profunda e violenta, embora os dois jamais tenham contato direto.  A cólera espalha-se pela cidade e, embora as autoridades tentem esconder o perigo dos turistas, Aschenbach logo é informado sobre a mortal epidemia. Entretanto, ele não consegue convencer-se a deixar Tadzio e permanece em Veneza.

 


Ficções/ Jorge Luís Borges



Sinopse: Num dialogo constante entre a ficção e a realidade, entre ciência e fantasia, Borges obriga o leitor a assumir um papel ativo, a  enfrentar as suas próprias incógnitas, a reflectir sobre o seu papel. O leitor descobre  rapidamente que, nessas “ficções”, há algo mais do que uma diversão retórica ou um passatempo mental e, à medida em que avança a leitura, começa a vislumbrar a trama complexa de uma metafísica inquietante. Ficções é composto por dois livros que, num primeiro momento, foram publicados em separado, “O jardim dos caminhos que se bifurcam” e   “Artifícios”, embora ambos girem à volta das mesmas imagens e dos mesmos temas: o infinito, os jogos de espelhos, a cabala, os enigmas de detectives, o destino, o tempo, o fascínio pela palavra… Em todos os contos se respira um espírito atemporal, de universalidade, no qual se pode encontrar uma biblioteca com todos os livros possíveis, um homem de memória infinita e outro capaz de dar vida a uma personagem sonhada.

 


Gente de Dublin/ James Joyce



Sinopse: Vasta galeria de personagens humanas, em Gente de Dublim o genial escritor irlandês dá-nos uma verdadeira obra-prima, em que o lirismo e a crueldade, a suavidade e a violência, a tristeza e o humor, todos os contrastes e esbatidos de que é feita a existência, alcançam a sua clara e definitiva expressão. Gente de Dublim... Gente de toda a parte, de todos os quadrantes e latitudes, de todas as sociedades idênticas às de Dublim, onde palpitem corações humanos.

 


Sinais de fogo/ Jorge de Sena





Sinopse: Uma geração nascida nos finais dos anos 10 do século XX, Sinais de Fogo abriga em si o despertar de um jovem, entre um grupo de amigos e familiares, para a sexualidade, a política e o fazer poético. De uma erudição e de um rigor literário inexcedíveis, aqui se fixa um olhar sobre o ano de 1936 português, tendo como pano de fundo o início da Guerra Civil de Espanha.

 


Uma barragem contra o Pacifíco/ Marguerite Duras



Sinopse: Uma viúva e dos seus dois filhos, Joseph e Susanne, numa luta, perdida à partida, contra os elementos - esse Pacífico implacável que arrasa os diques, alaga os terrenos, destrói as culturas - e também contra os preconceitos da sociedade colonial - uma mulher, viúva, pobre, com dois filhos adolescentes a cargo, ousando contrariar os poderes locais, mesquinhos e estabelecidos...
 




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A feira dos assombrados e outras estórias verdadeiras e inverosímeis/ José Eduardo Agualusa


Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1992, tem como cenário a velha cidade do Dondo, às margens do rio Quanza, em Angola, nos últimos dias do século XIX. Tudo começa com a descoberta de um misterioso cadáver no rio Quanza e a partir desta descoberta, o Dondo, lugar inteiramente apartado do mundo, vai mergulhar num estranho pesadelo. Uma alegoria sobre a situação política e social de Angola.

A herança do vazio/ Kiran Desai



Sinopse: No nordeste dos Himalaias, numa casa isolada no sopé do monte Kanchenjunga, vive Jemubhai, um velho juiz amargurado, que tudo o que quer é reformar-se em paz, na companhia da única criatura a quem é capaz de dar algum afeto, a cadela Mutt. No entanto, a chegada inesperada da neta órfã, Sai, vai abalar o seu sossego, obrigando-o a remexer as suas memórias e a repensar a sensação de estranheza na própria pátria. Tudo isto se acentuará com o romance entre Sai e Gyan, o seu explicador de matemática, um nepalês que se envolve numa revolta que alterará inquestionavelmente a vida de Jemubhai. A serenidade da vida do juiz contrasta com a existência do filho do seu cozinheiro, Biju, que saltita sucessivamente de restaurante em restaurante, em Nova Iorque, à procura de emprego, numa fuga constante aos Serviços de Imigração. Julgando que o filho leva uma vida boa e que acabará por vir resgatá-lo, o cozinheiro vai arrastando os seus dias. Neste magnífico romance, vencedor do Booker Prize 2006, Desai como que cria uma tapeçaria em que todas as personagens partilham uma herança comum de impotência e humilhação. E, com uma mestria sublime, consegue, ao longo de toda esta poderosa saga familiar, deixar sempre em aberto um desfecho de esperança ou de traição. Numa escrita inesgotavelmente rica e complexa, com rasgos de exotismo, a autora retrata temas tão atuais como a globalização, o colonialismo, o racismo, o abismo entre pobres e ricos e a imigração.

A lua e as fogueiras/ Cesare Pavese



Sinopse: Neste romance, o personagem central retorna rico à vila de Santo Stefano Belbo, de onde partiu ainda jovem para a América. Numa paisagem em que, aparentemente, nada mudou, encontra tudo transformado. Não só pela passagem do tempo e pelas transformações históricas, mas, principalmente, porque ele próprio mudou. A narrativa demonstra que a busca da identidade não se resolve com o retorno do protagonista à sua terra natal. É uma história práticamente autobiográfica e Pavese situa-a em Santo Stefano, terra onde nasceu. Um romance intimista mas de cariz politico, o relato das relações sociais de uma vila rural.

 

A menina que não sabia ler/ John Harding



Sinopse: 1891. Nova Inglaterra. Numa mansão distante e decadente, onde nada é o que parece, dois irmãos são deixados à mercê de criados e regras ditadas por um tio negligente. A jovem Florence, de apenas 12 anos, passa os dias a tomar conta do seu irmão mais novo Giles e a deambular pelos corredores, numa rotina entediante e desinteressante. Até que, um dia, a menina encontra na mansão um lugar proibido: uma biblioteca fechada e empoeirada, pela qual se apaixona.
 


A quinta mulher/ Henning Mankell


Sinopse: Na noite de 21 de Setembro de 1994, um velhote simpático, poeta amador e observador de pássaros, é apanhado numa terrível armadilha. Kurt Wallander, o inspector de polícia local, encontra-o, mais tarde, morto, perfurado por afiadas estacas de bambu. Pouco tempo depois, é encontrado num bosque o corpo de um florista aficionado pelo cultivo de orquídeas. Haverá alguma ligação entre dois homens, aparentemente inocentes e com hobbies tão respeitáveis? Quem os poderia odiar ao ponto de os torturar sadicamente até à morte? Wallander e a sua equipa depressa se apercebem de que têm de enfrentar um assassino escrupulosamente bem preparado e com uma inteligência temível, que deixa transparecer um sanguinário desejo de vingança. E quando a polícia crê estar na pista certa, eis que ocorre um novo assassinato.


Alabardas/ José Saramago



Sinopse: Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências. Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos - de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano - situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.

 



Rapariga com brinco de pérola/ Tracy Chevalier




 
Sinopse: Na Holanda do século XVII Griet é filha de um pintor de azulejos protestante de Delft que perdeu a vista num acidente. Para ajudar a sua necessitada família, Griet tem de trabalhar como criada numa casa mais acomodada. Quando o pintor Jan Vermeer e a sua esposa a contratam, deixa a sua casa e começa bruscamente a vida adulta. A casa Vermeer, que alberga uma família católica com cinco filhos, a avó e uma criada mais velha, rapidamente se revela como um ambiente hostil. Catharina, a mulher de Vermeer, ficará com ciúmes de Griet, uma atrativa jovem com talento artístico, e a fiel empregada da avó começará a vigiar todos os seus movimentos.

 
























Amuleto/ Roberto Bolaño

 
Sinopse: Uruguaia de meia-idade, alta e magra como Dom Quixote, Auxilio ficara escondida na casa de banho das mulheres durante a ocupação da Faculdade de Letras pela polícia, no México, em 1968. Nesses dias, os lavabos que lhe serviram de esconderijo converteram-se num túnel do tempo, a partir do qual se poderá avistar os anos vividos no México e os anos por viver. No seu discurso rememora a poeta Lilian Serpas, que foi para a cama com Che, e o seu desafortunado filho; os poetas espanhóis León Filipe e Pedro Garfias, a quem auxílio serviu como empregada doméstica voluntária; a pintora catalã Remedios Varo e a sua legião de gatos; o rei dos homossexuais da colónia Guerrero e o seu reino de terror gestual; Arturo Belano, uma das personagens centrais de Detetives Selvagens; e a última imagem de um assassínio esquecido.

 


Os demónios de Álvaro Cobra/ Carlos Campaniço




Sinopse: A aldeia de Medinas seria um lugar bem mais aprazível não fosse contar-se entre os seus habitantes Álvaro Cobra, um lavrador que atrai fenómenos sobrenaturais e tão depressa é tido por bruxo como por santo: não chorou ao nascer, com um mês já tinha dois dentes, consegue ouvir a Terra girar sobre si própria, tem uma cadela que adivinha o tempo e, além disso, já morreu duas vezes - mas ressuscitou, e desde então um bando de grifos faz ninho no seu telhado. A sua estranheza impediu-o, porém, de arranjar mulher, mas o encontro com a filha de um nómada que vende torrão doce na Feira de Setembro promete mudar esse estado de coisas, ainda que a união traga surpresas (nem sempre agradáveis) quer ao próprio lavrador, quer às mulheres da sua família. Do casamento atribulado, nascerá Vicente, o filho de quem se espera uma existência completamente distinta da do pai. Porém, tratando-se de um Cobra, nunca fiando…

 





A sibila/ Agustina Bessa-Luis


Sinopse: No norte de Portugal, em finais do século XIX, na propriedade da Vessada, há já muito tempo que são as mulheres que, perante a indolência e os sonhos de evasão que os homens alimentam, asseguram como podem a gestão da propriedade. Quina era uma adolescente franzina e inculta, que desde cedo participava nos trabalhos do campo ao lado dos trabalhadores. Com a morte do pai, com a propriedade quase em abandono, Quina passa a ter que ter uma ainda maior responsabilidade na administração da mesma. Graças ao seu esforço a todos os níveis, começa a acumular de novo a riqueza que seu pai desperdiçara, o que lhe vale a admiração da sociedade. Quina era uma pessoa lúcida, astuta e sempre em demandas, o que faz com que esta se torne conhecida por Sibila…

 


Anos 70: poemas dispersos/ Alexandre O'Neill


Sinopse: Os textos de Alexandre O’Neill que compõem este volume nunca foram por ele incluídos em livros seus. À excepção de dois, recuperados de uma antologia, e de três encontrados no espólio, o autor publicou-os em jornais e revistas durante a década de 70. O conjunto aqui editado resultou da pesquisa feita no âmbito da biografia do poeta (Maria Antónia Oliveira, «Alexandre O’Neill, Uma Biografia Literária», Dom Quixote, no prelo). Pôde constatar-se que, embora o poeta viesse publicando regularmente desde os finais da década anterior, os anos 70 eram aqueles em que a sua produção se tornava mais assídua, e em que mais textos haveriam de ficar confinados às páginas dos periódicos.  Reúnem-se também poemas escritos para os jornais «Diário de Lisboa» e «A Luta», e para as revistas «Flama» e «Ele». Foram encontrados no espólio do poeta os poemas «Magritte» e «Azul Ar», bem como os poemas sem título designados por «Fragmentos», inéditos. Acrescentam-se ainda dois poemas datados de 1972 que E.M. e Castro e José Alberto Marques incluíram na «Antologia da Poesia Concreta em Portugal» (Lisboa, Assírio & Alvim, 1973). Em anexo, publicam-se dois textos com poemas, e uma versão em prosa da primeira parte de «Rã & Descobridor».

 


Caminho como uma casa em chamas/ António Lobo Antunes




Sinopse: O livro toma como base um prédio algures em Lisboa e as «histórias» das pessoas que nele vivem, mas este é apenas um pretexto para António Lobo Antunes nos maravilhar com a sua escrita única e a sua descida cada vez mais fundo ao que de mais íntimo há em cada um de nós.